Se tem uma verdade universal no mundo dos games é essa: mais cedo ou mais tarde, alguém vai rodar Doom em algum lugar improvável.
Dessa vez, o lugar improvável é a maior plataforma de vídeos do planeta. Um grupo de criadores descobriu como deixar o Doom jogável no YouTube, direto dentro de um vídeo, e a internet, claro, amou.
O eterno “isso roda Doom?”
Quem é da comunidade já conhece a brincadeira.
Desde 1993, o Doom da id Software virou piada recorrente e desafio de programação: a galera não cansa de encontrar formas de rodar o lendário FPS em praticamente qualquer coisa que tenha um chip.
É tanto porte maluco que existe até site dedicado a catalogar cada um deles.
A lista beira o absurdo. Já teve Doom rodando em cortador de grama, em calculadora científica, em arquivo PDF e em esteira de academia (essa, aliás, dá pra jogar e malhar ao mesmo tempo).
O “isso roda Doom?” deixou de ser pergunta e virou meta de vida pra muita gente.
Como funciona o Doom no YouTube
O responsável pela façanha é o criador Atlas Arcade, que bolou um jeito de deixar o Doom original jogável dentro de um vídeo do YouTube, com direito a tutorial e a uma sequência de corredor de cerca de um minuto pra você testar.
Não é uma experiência de FPS de verdade, mas o esquema é bem engenhoso.
Você usa as teclas WASD pra olhar ao redor do espaço interativo do vídeo, e o modelo da arma aparece através de um truque esperto que aproveita o sistema de legendas do YouTube.
Em intervalos definidos, o vídeo faz uma contagem regressiva que avisa o jogador pra clicar e atirar, simulando aquela pegada de tiro em primeira pessoa.
Não é a primeira vez que o Atlas Arcade apronta dessas: ele já “portou” outros jogos pra vídeos interativos do YouTube, incluindo Five Nights at Freddy’s e Mario Kart.
Segundo ele, o Doom era um dos portes mais pedidos pela audiência.
A galera quer o jogo inteiro
Mesmo longe de ser o Doom clássico que os fãs conhecem e amam, a novidade caiu nas graças do público pela pura genialidade da ideia.
Nos comentários do vídeo, tem gente implorando pra que o criador porte o jogo completo, afinal, esse trecho é só uma fatia de um minuto do que dá pra fazer.
Outros já brincam perguntando quando vão poder adicionar mods. Como sempre, a comunidade do “isso roda Doom?” leva tudo na esportiva.
Por que o Doom continua sendo portado pra tudo
Depois de mais de 30 anos com a mesma brincadeira, dá pra perguntar: por que ainda liga pra isso?
A resposta é que, pra muita gente, o Doom é bem mais que um FPS de 1993.
O jogo se transformou num verdadeiro parâmetro de perícia em programação e experimentação, um monumento ao que dá pra fazer com código.
E boa parte disso se deve a uma decisão histórica: em 1997, a id Software abriu o código original do Doom, deixando ele open-source.
Foi aí que a mágica aconteceu de vez. Com todo mundo tendo acesso livre ao código, o jogo virou o playground definitivo pra quem quer testar os limites da criatividade técnica.
Óbvio que ninguém precisa, de fato, jogar Doom numa calculadora ou dentro de um vídeo do YouTube.
Mas o simples fato de que dá pra fazer é justamente o que mantém viva a lenda da franquia e a dedicação da comunidade em achar o próximo lugar bizarro pra rodar o velho de guerra.
A real
É a mesma piada há três décadas, e mesmo assim continua divertindo. O Doom no YouTube não é o jeito ideal de encarar o clássico da id Software, mas nunca foi essa a questão.
O “isso roda Doom?” sempre foi menos sobre praticidade e mais sobre mostrar até onde a criatividade humana consegue ir com um punhado de linhas de código.
E, convenhamos, um vídeo do YouTube que vira FPS jogável é exatamente o tipo de bizarrice que a gente adora ver.
E você? Qual foi o porte mais maluco de Doom que você já viu? Manda nos comentários o seu favorito.
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